Página Inicial

Institucional
Histórico
Estatuto
Código de Ética
Diretoria
Equipe
Ex-presidentes
Legislação
Educação Infantil
Ensino Fundamental
Ensino Médio
EJA
Profissionalizante
Acordos Coletivos
Professores
Auxiliares
Nutricionistas
Congressos e Palestras
2010
2009
2007
2006

Escolas
Boletos
Dados do Ensino Privado
Produção editorial
Material para download
Agenda de eventos
Links
Fale conosco
Palavra do Presidente

Os problemas do Enem
Artigos

Camisa de força



SEM PÉ NEM CABEÇA

João Pessoa de Albuquerque*



O PROUNI merecia "morrer" para, em seu lugar, "nascer" o PROEB. O primeiro é um programa criado pelo Governo Federal para estimular a seguinte troca: a renúncia fiscal do Tesouro Nacional em favor das vagas em faculdades destinadas àqueles que se situam na faixa social de baixa renda familiar.

É sabido que escola privada de boa qualidade de ensino superior é exceção (basta ver as estatísticas oficiais) e todos sabem que escola pública de ensino básico, de má qualidade é regra geral.

Ora, se tal situação é óbvia, lógico seria que se assegurasse àqueles carentes - com absoluta prioridade - vagas nas escolas particulares de Educação Básica (desde a Educação Infantil) que são, majoritária e reconhecidamente, de boa qualidade educacional.

O que, aqui, se propõe, portanto, nada mais é do que substituir-se o PROUNI por um PROEB que abrangeria a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio.

A tantos quantos não tiverem recursos, garanter-se-ia uma boa educação básica à qual, hoje, só as elites, de um modo geral, têm acesso.

A troca de prioridade parece, entretanto, não sensibilizar o pode público que insiste na inversão de prioridades: cotas e isenções ou imunidades tributárias, predominantemente, só para o ensino superior.

Faz sentido?...

Vejam o disparate: aos pobres - faculdades que não merecem nota 10 e para eles, antes da fase universitária, só a escola pública que, esmagadoramente, vem merecendo nota zero!

E assim caminha a educação brasileira para, vergonhosamente, permanecer nos últimos lugares nas avaliações internacionais.

Chega a ser inacreditável - para não dizer trágico - o poder público facilitar a formação de "doutores" no lugar de alunos, basicamente, bem formados.

Por essas e por outras é que, tão cedo, não teremos na UNESCO, a mesma posição que, há tempos, desfrutamos na FIFA...

É o "império do pé" sobrepujando o "reino do cérebro"...



*João Pessoa de Albuquerque é presidente da Associação Brasileira de Educação, membro da Academia Internacional de Educação e ex-presidente da UNE.

© Direitos Reservados - Publicação do Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Básica do Município do Rio de Janeiro.
Rua da Assembléia, 77, 22º andar Centro - Rio de Janeiro - RJ
Cep 20011-001 Tel.: (0xx21) 2242-0570
Tecnologia: Sistema de Edição Online - Powered by Plataforma Digital - Colégio 24 Horas.